O que 5G, IA e blockchain têm a ver com seu próximo carro?

O futuro da indústria automotiva está sendo moldado na interseção de diversas tecnologias que, juntas, estão transformando completamente a maneira como nos deslocamos. Separei aqui cinco tendências que terão um impacto gigantesco nos próximos anos e todas elas se conectam diretamente com um conceito que está ganhando cada vez mais força: Mobilidade como Serviço (MaaS), impulsionada pela chegada dos carros elétricos e carros híbridos, que estão redefinindo o que entendemos por eficiência e sustentabilidade no transporte.

Mas antes de mergulhar nessa lista, vale destacar um elemento essencial dessa revolução: as baterias de estado sólido. Elas são consideradas o “santo graal” dos veículos elétricos. Diferente das baterias de íon-lítio que usamos hoje, que utilizam eletrólito líquido, as de estado sólido utilizam um material sólido, o que oferece várias vantagens: uma densidade de energia de 1,5 a 2 vezes maior, carregamento ultrarrápido (até 80% em 10 a 15 minutos) e segurança muito superior, já que eliminam o risco de incêndio. Empresas como a Toyota e a QuantumScape estão investindo pesado e planejam iniciar a produção em massa em breve, o que deve impulsionar ainda mais o crescimento do mercado de carro elétrico e veículo elétrico no Brasil.

Agora sim, vamos às cinco tecnologias que vão mudar o jogo:

Comunicações 5G e V2X (Veículo para Tudo)

Essa tecnologia permite que o carro troque dados em tempo real com outros veículos (V2V), com a infraestrutura da cidade (V2I), com pedestres (V2P) e com a rede (V2N). O 5G é o que torna isso possível, oferecendo alta velocidade de conexão e baixa latência. Isso significa mais segurança, com alertas automáticos sobre perigos na pista, e também mais eficiência, com semáforos inteligentes e tráfego sincronizado. É a base para viabilizar a condução autônoma segura e as cidades inteligentes. A Qualcomm é uma das empresas que estão liderando o desenvolvimento dessas soluções, que em breve estarão integradas à nova geração de carros elétricos e veículos conectados EV (Electric Vehicles).

Blockchain na Indústria Automotiva

A tecnologia blockchain permite registrar e armazenar dados de forma segura, transparente e imutável. Na prática, isso significa que cada carro poderá ter um passaporte digital, onde constará todo seu histórico: quilometragem, revisões, trocas de peças, acidentes… tudo registrado de forma confiável. Isso elimina fraudes, aumenta a confiança no mercado de usados e facilita o rastreio de informações importantes para fabricantes, seguradoras e consumidores. Quando falamos sobre carros elétricos e o problema atual do mercado de usados, esse pode ser um item que vai aumentar o nível de confiança dos consumidores.

Manutenção preditiva com inteligência artificial

Aqui, sensores instalados no carro monitoram constantemente o estado de diversos componentes. A inteligência artificial entra em ação analisando esses dados e prevendo falhas antes que elas aconteçam. Em vez de esperar o carro quebrar ou depender só da revisão periódica, o próprio veículo avisa quando, por exemplo, for hora de trocar as pastilhas de freio, verificar a bateria ou revisar o sistema de suspensão. Isso reduz custos, aumenta a segurança e evita imprevistos na estrada, um recurso que deve ser cada vez mais comum nos carros híbridos e veículos elétricos conectados.

Realidade Aumentada no para-brisa

A Realidade Aumentada (RA) vai transformar o painel dos carros. Em vez de olhar para uma tela ou desviar o olhar para o GPS, o motorista verá instruções de navegação, avisos e alertas diretamente projetados no para-brisa, sobrepostos ao mundo real. Isso torna a condução mais segura e intuitiva. Empresas como a Panasonic Automotive já estão demonstrando soluções avançadas com esse tipo de tecnologia, que pode incluir reconhecimento de pedestres, sinalização de perigos e até leitura automática de placas, algo que dialoga diretamente com a nova geração de veículos elétricos inteligentes.

Impressão 3D na produção automotiva

A chamada manufatura aditiva permite a criação de peças complexas diretamente a partir de modelos digitais. Na indústria automotiva, isso tem várias aplicações: desde a prototipagem rápida de componentes até a produção de peças personalizadas para carros de luxo, de corrida ou sob demanda. No futuro, concessionárias poderão imprimir peças de reposição sob medida no local, reduzindo tempo de espera e custos logísticos, especialmente em modelos de carros elétricos e veículos elétricos, que exigem componentes específicos.

Mobilidade como Serviço (MaaS)

Todas essas tecnologias se conectam com um novo modelo de mobilidade: o MaaS. Você não precisa mais ser dono de um carro. Basta ter acesso a um ecossistema onde você pode escolher, pelo celular, o tipo de transporte ideal para cada momento: carro por assinatura, aplicativo de carona, bicicleta elétrica, patinete, táxi autônomo… tudo dentro de uma única plataforma.

Uma forma divertida de entender o que é Mobility as a Service, ou “mobilidade como serviço”, é olhar para o universo dos games.

Sim, caro leitor, o Japa aqui adora passar um tempinho na frente do PS5. Pra quem curte videogame, existe um jogo chamado Cyberpunk 2077 e se você é mais “das antigas”, esse nome deve te soar familiar. É um RPG de mesa super famoso lançado nos anos 80 que foi adaptado para os consoles e retrata muito bem como essa ideia pode funcionar no futuro.

Dentro do jogo, existe uma empresa chamada Delamain, que é responsável por todo o transporte autônomo da cidade. A Delamain é uma rede de táxis e carros elétricos autônomos controlada por uma inteligência artificial central, que também é o “CEO” da empresa, o próprio Delamain.

Ele oferece diferentes planos de mobilidade, e cada carro tem sua própria IA, com personalidades e comportamentos únicos. Essas IAs entendem o passageiro, o ambiente, as condições das ruas e até os riscos das regiões por onde passam. Se o terreno está instável, o carro avisa o passageiro para se segurar porque o trajeto vai ficar mais agitado. É um transporte inteligente, adaptável e totalmente conectado.

E o mais interessante é que, dentro do jogo, conforme o usuário escolhe planos mais avançados de serviço, o sistema começa a oferecer benefícios extras, como suporte médico. A própria IA monitora o estado de saúde do passageiro e, se perceber uma situação crítica, aciona os cuidados necessários e direciona o carro para o ponto de atendimento mais próximo.

Trazendo isso para o nosso mundo, essa integração já está começando a se tornar realidade. Carros elétricos, carros híbridos, 5G, dispositivos vestíveis e inteligência artificial embarcada estão transformando o veículo em uma espécie de extensão do nosso corpo. Imagine um cenário em que o carro conversa com o seu relógio inteligente e percebe que seu batimento cardíaco está irregular. Ele pode te sugerir uma parada, ajustar o ambiente interno para reduzir o estresse, ou até te levar direto a um hospital.

A ideia aqui é mostrar pra você, leitor do TecMundo, que o futuro da mobilidade vai muito além de dirigir de um ponto A a um ponto B. É sobre viver dentro de um ecossistema inteligente, onde dados, comportamento e saúde se conectam e se transformam em serviço. E, claro, como seu fiel colunista de tecnologia automotiva, estarei por aqui acompanhando tudo de perto junto com vocês.

Você assistiu Stranger Things errado! Criador dá dica de configurações ideais para TV

Como forma de conquistar clientes, fabricantes de TV modernas incluem nelas diversos recursos que prometem melhorar imagens, aprimorar contrastes e fazer o upscale de conteúdos. No entanto, um dos criadores de Stranger Things afirma que usar essas opções pode estar destruindo sua experiência com a série.

No Instagram, Ross Duffer compartilhou um pequeno vídeo explicando quais configurações devem ser ajustadas para não prejudicar sua visão artística. Entre elas estão recursos que prometem ampliar a gama de cores de filmes e séries, bem como suavizar as transições de suas cenas de ação.

O que você deve desligar em sua TV antes de assistir Stranger Things?

Segundo o cocriador de Stranger Things, um dos principais pecados que alguém pode cometer ao assistir a série é ligar o recurso de suavização de movimentos. Conhecido em alguns modelos de TV como “TruMotion”, ele é conhecido por influenciar na taxa de quadros de uma cena, dando a ela um “efeito novela”.

Duffer também afirma que o público não deve ligar nada com o nome “vívido”, porque isso “destrói as cores” usadas pelos criadores;Ele recomenda que o público também desligue qualquer filtro de cores, tecnologias antiserrilhamento e recursos de superresolução;Segundo o cocriador de Stranger Things, todos esses recursos são “lixo” e não ajudam o público a aproveitar conteúdos com qualidade;Ele também explica que muitas dessas configurações podem estar escondidas dentro dos menus avançados de televisores modernos.

No Instagram, muitas pessoas agradeceram pelas recomendações de Duffer e afirmaram que suas experiências com Stranger Things melhoraram após segui-las. Ao mesmo tempo, houve quem preferisse provocar o criador, afirmando que vai assistir a série no Nintendo 3DS com seus recursos 3D ligados para “imersão máxima”.

Recomendações são para preservar a intenção dos criadores de Stranger Things

Enquanto cada modelo de televisão vai ter suas características próprias, Duffer explica que as recomendações que fez são para preservar as intenções que teve ao desenvolver Stranger Things. Enquanto a história da série se mantém a mesma independentemente das configurações utilizadas, ajustes visuais podem mudar muitos aspectos de uma obra.

As configurações de sua TV podem mudar a maneira como assiste Stranger Things. Imagem: Divulgação/Netflix

Uma configuração de contraste exagerada, por exemplo, pode destruir a ambientação de uma cena e revelar elementos que deveriam ficar escondidos nela. De forma semelhante, recursos de suavização de movimentos são considerado um “pecado” por muitos justamente porque são famosos por acabar com o dinamismo de cenas de ação.

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